O aprendente com Síndrome de Down

O aprendente com Síndrome de Down

O aprendente com Síndrome de Down

Conhecer o aprendente é fundamental para que ocorra a aprendizagem e o aprendente com
SD tem muitas especificidades que precisam ser consideradas quando pensamos em um
programa educativo. 

Observe com atenção algumas delas:

  • O profissional deve compreender a "lentidão" dos circuitos cerebrais e como eles refletem diretamente no processo de aprendizagem;
  • Para que haja o processamento das informações é preciso a utilização de suportes concretos. Dessa forma haverá o desenvolvimento da capacidade de respostas para as demandas apresentadas;
  • Muitas informações ao mesmo tempo sempre dificulta o programa;
  • O grau de abstração é sua maior dificuldade;
  • A memória é um ponto fraco importante e deve ser utilizado o maior número de estímulos possíveis procurando atingir todas as entradas (visual, auditiva e sensorial);
  • A sistematização é fundamental para a consolidação da aprendizagem;
  • A transferência daquilo que aprendeu é complexa. Para atingir a consolidação, generalização e transferência é preciso aplicar de forma sistemática as habilidades alcançadas em lugares, momentos e cotidiano;
  • Tem baixa motivação para aprendizagem ou exploração sendo preciso sempre estímulos educativos para o enfrentamento dos desafios do programa educativo;
  • Normalmente não solicitam ajuda quando não conseguem realizar atividades. Este é um fator determinante e gerador de situações de fuga por falta de interesse ou medo do fracasso;
  • Tem dificuldade em realizar atividades sozinhos e sem direcionamento direto, sendo assim, o trabalho para a autonomia deve sempre fazer parte de todo programa educativo;
  • Utiliza com frequência estratégias para desviar a atenção do profissional e, desta forma, se desvencilhar das atividades educativas. Utiliza elogios, pede ajuda em situações cotidianas ou faz brincadeiras sempre com o objetivo de distrair e fugir da ação educativa;
  • Evita situações novas de aprendizagem e fazem pouco uso daquelas que já estão consolidadas, o que normalmente dificulta o progresso;
  • Aprendem com maior facilidade quando utilizamos gestos, sinais, imagens, gráficos ou outro estímulo visual. A percepção visual é um ponto forte e nunca deve ser desprezado;
  • A capacidade de observação e imitação também devem ser valorizadas e utilizadas nos programas educativos;
  • O trabalho para desenvolver no aprendente a capacidade de persistir também deve fazer parte do programa, visto que a necessidade de repetição para consolidar a aprendizagem é fundamental;
  • A capacidade de compreensão linguística é superior a da expressão verbal, o que pode camuflar muitos conhecimentos que não conseguem comunicar verbalmente. Fator que muitas vezes camufla testes de sondagem ou respostas nas fases iniciais dando a impressão de que não está entendendo;
  • É muito importante compreender que o aprendente com SD sempre aprende, independente da idade porque o processo de aprendizagem é permanente;
  • Por fim, todo trabalho deve ser pautado na aquisição de bons hábitos e amparado com
    o vínculo afetivo do par educativo.

Até a próxima!

Áreas de Cobertura

São Paulo e Região Metropolitana

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